terça-feira, 29 de junho de 2010

Você já pulou fogueiras? Mas das grandes mesmo?


Engraçado que em pleno festejo juninos me veio à cabeça essa analogia. Ás vezes a gente pensa que tal fogueira é incrível, bem ornamentada, quente, com fogo sempre alto e tal... Mas uma chegada mais perto e você realiza que a fogueira não tem o fogo que você quer!

E o mais legal dessas comprovações é que ao mesmo tempo em que dá um sentimento de tristeza por não ter beijado a chama, também dá uma sensação de alívio; alívio de não ter sentido tristeza pelo que poderia ter sido. Aí nessa hora você fala pra si mesmo: “é isso aí, bola Pra frente!” e não é com aquela entonação de frustração, mas de alívio.

Às vezes é bom ir com calma. Sim, porque quanto mais calmo você se preparar, melhor pra você na hora de pular (ou não) a(s) fogueira(s). Se der negativo, você terá tempo de dar aquele impulso rumo ao outro lado da fogueira; se não, o mesmo impulso que te fará pular pro outro lado, te fará cair no fogo e te fazer queimar conforme a intensidade da mesma.

Mas nisso tudo, há o lado negativo: o de se sentir usado. Quando te dão a dica que usar é a única coisa que não vai acontecer, você meio que baixa a guarda; Mas aí vem a confirmação de que você foi usado e aí, meu querido, comece a trabalhar o seguinte: “Se para me fazer pular uma fogueira perigosa, eu tiver de ser usado, que seja! Não vou me abater e seguir em frente!”. Porque afinal de contas o perigo maior você já conseguiu vencer, não é mesmo?

quinta-feira, 17 de junho de 2010

E quando a gente aceita qualquer companhia pra não ficarmos sós?


É uma grande loucura (como muita coisa na nossa vida). A gente vai conhecendo e desses momentos surge aquele em q vc pára e analisa se a tal pessoa serve ou não pra vc.
Ela sempre foi certinha. Tem religião, mora com a mãe, mas a mãe sempre a educou de maneira honesta e direita. Em sua vida tivera poucos homens. O seu instinto de autodefesa sempre a alarmava de que aquele tal cara não era ainda “o cara”, e assim foi levando, até chegar numa idade – tinha seus exatos 27 anos – E se encontrar sem ninguém. E isso a incomodava bastante, ao ponto ela sempre chegar a formar opiniões que a justificassem de uma forma positiva, sempre a beneficiando.
Até que chega o, para muitos, famigerado dia 12 de junho ou para a maioria dos Brasileiros e para a alegria do comercio e rede “moteleira” dia dos namorados! E ela estava simplesmente sem rumo e solitária e ela, que nunca levou essa data a sério, se viu num desespero amargo e quase sufocante.
Ela então resolve procurar em seus contatos (chamados por ela muitas vezes de ‘marmita’) do MSN. E nada. É então que num ato de desespero, resolve ir a um lugar que ela nunca pensou em ir: Bate papo. E foi lá que ela conheceu ele, um jovem de 25 anos aparentemente em busca de uma boa conversa. Ela resolveu dar crédito a ele, depois de ter tido 4 experiências consideradas por ela aterrorizantes. Dos 4, 4 pediram para ela mostrar os seios ou sensualizar, via webcam. Ou ainda, colocaram na timeline do MSN seus feitos financeiros (“como se mulher só pensasse em dinheiro e conforto”, pensava). Ele era estudado, viajado e tinha feito tantas coisas que ela do alto dos seus 27 anos n tinha experimentado. E foi aí que ele a chamou pra ir ao apartamento dele. E ela, num impulso mais que atípico, disse sim!
Sim! Ela se sentia tão livre e rebelde com aquele “sim”, que seguiu em direção a casa dele, certa de que iria fazer aquilo tudo que ela n tinha a intenção de fazer.
Ela chegou ao ponto em que eles marcaram, ele gentilmente foi buscá-la no local. “Ele é baixinho! Mas é interessante” pensou enquanto andava ao lado dele rumo ao apartamento.
Ao chegar num modesto apartamento no centro da cidade, ela se deparou com um lugar 100% de uma pessoa solteira: cozinha em petição de miséria, resto de comidas pela sala e tudo o mais. “O quarto deve ser uma bagunça”, pensou. Conversaram muito e até jogaram uno com um baralho que se perdia nas mãos dela de tão pequeno. E falaram sobre ex-namorados, futuro, vida acadêmica, outras experiências de vida, costumes... Ela achava que somente ficaria ali naquele papo por horas; até vodka com cajuína 100% cearense apareceu na conversa. Até que de repente o que ela mais temia foi surgindo como mágica por entre a voz dele. Ele falava de cigarros, bebidas e de como a vida dele tinha mudado pra pior (considerava ele) depois que veio morar na cidade. Ela por um momento achou aquilo agradável, mas depois do furor do primeiro beijo, ela começava a pensar se era realmente isso que ela queria para vida dela; ela não fumava, não bebia, não vivia em farras e nunca havia beijado boca de alguém que estivesse “fedendo a cerveja”, como ela sempre repetia pras amigas que ela considerava “idiotas demais, por não querer esperar o homem certo, e acabavam pegando o primeiro que aparecesse pelo simples fato de estar só”. Agora, ela estava totalmente envolvida por um homem que tinha aquelas mesmas características. E enquanto estavam a sós no quarto dele, ela pensava no que Caio Fernando Abreu dizia: “E já não mais era capaz de defini-lo: ele se transformara no que ela sentia.”.

sexta-feira, 11 de junho de 2010


Esses dias vim comentando cá com meus botões o que adianta ter bônus pra ligar se você não tem para quem ligar? Loucura total isso; engraçado é que você só consegue alguém pra ligar quando lhe falta os tais bônus...

O que adianta você passar uma semana ligando pra uma pessoa pegar o dinheiro q ela lhe emprestou, e daí, quando você gasta o dinheiro da pessoa, ela liga e passa na sua casa pra lhe fazer a “visita”.

O que adianta você ter tantas qualidades, ser sempre elogiado pelas pessoas, que vivem exaltando o lado bom que você tem, e nem ao menos você tem beleza suficiente pra complementar o interior?

O que adianta ainda você assumir um compromisso meio tronxo se ao mesmo tempo você sabe que esse compromisso na realidade nunca vai existir? Nem mesmo o tronxo!

O que adianta você sorrir tanto e por dentro você se sentir um último número negativo da reta?

O que adianta você ter um trabalho que você até gosta, mas que não te dá a emoção necessária pra acordar todos os dias?

O que adianta reclamar tanto se td o que você precisa está exatamente aqui?

O que adianta existir 1 milhão de pessoas dispostas a te botarem pra baixo e vc ser o único a querer ir de encontro a isso?

O que adianta querer as coisas e não ter meio para tal?

O que adianta?

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Povo Raro

Eram 23h57. Olhava o relógio insistentemente e andava em círculos pelo ponto de ônibus, naquele sábado quente de maio. Mil coisas passavam em sua cabeça; “o ônibus virá?”, “não”, respondia no mesmo instante; parecia que o ônibus n viria àquela hora da noite. Olhava os poucos transeuntes com o ar de desconfiança típico da sociedade moderna e tentava dizer pra si mesmo: “é uma pessoa comum!”. E eram. E assim dialogando consigo, resolveu olhar o relógio mais uma vez: 0h15; “já era!” pensou. “Não vai haver mais ônibus indo pra lá!”. Táxi seria a solução! “Mas, como vou pagar o táxi? Claro, a minha conta tem grana, pego o táxi e sigo pra um 24horas que me fizesse esse favor! Tem um aqui perto, n me custariam mais que quatro reais na corrida!”. Mas olhava na rua e os táxis todos estavam cheios e a tensão só aumentava até q ele olhou pra um táxi parado no ponto de táxi que em outro horário, estaria cheio de taxistas ansiosos por uma corrida; ele até tinha passado pelo táxi, mas o viu em situação tão estranha, que ficou apreensivo.
Mas o único jeito de voltar para casa seria com aquele taxista; e resolveu arriscar ao procurar homem. “o senhor me leva no 24hs, por favor?” falou após dizer o destino. Durante o caminho imaginava o que estaria fazendo ali, se ele achou o taxista mais mal encarado de todos os tempos?
Mas ao chegar no 24hs, eis a surpresa: 0h30 e não havia conexão com o Banco a ser sacado. “Isso não está acontecendo”, pensava.
Voltou pro carro altamente sem graça e desanimado; “como isso foi acontecer comigo? Ele vai pensar que tou querendo enganar ele, na certa”. “não tem comunicação com o banco... eu tenho q tentar em algum lugar”. E rumaram pra outro lugar. Nesse meio tempo, o medo de ser assaltado em plena área deserta do próximo ponto em que eles parariam, pra tentar sacar dinheiro, o cercava cada minuto a mais. Até que o motorista o acalmou falando: “eu sou policial” disse ele mostrando um 3 oitão na cintura dele. Nesse momento o que havia de aflição aumentou absurdamente: “se eu n pagar a esse cara, sou capaz de amanhecer com a boca cheia de formiga.”, refletiu. Mas tentou sacar novamente e não conseguira como o planejado. Resultado: em casa sem pagar o motorista e apenas com duas coisas: uma dívida e a certeza de que ainda existe pessoas boas nesse mundo.